Colin Ireland: o assassino em série que usava o sistema de cores do mundo gay para matar

Durante décadas, o Coleherne Pub, em Londres, foi uma das principais e mais animadas casas gays da cidade, um ponto de resistência e referência não só em Londres, como...

Durante décadas, o Coleherne Pub, em Londres, foi uma das principais e mais animadas casas gays da cidade, um ponto de resistência e referência não só em Londres, como em toda Inglaterra e Europa.

Mas a partir de 1993 um assassino em série começou a frequentar a casa, automaticamente homens começaram a morrer. Primeiro foi o Peter. Depois o Christopher. O terceiro foi o Perry. Então morreram o Andrew e o Emanuel. Em comum, as cinco vítimas usavam dois lenços, um azul e outro preto. No código de cores da noite gay, significava que aqueles homens eram passivos e curtiam sadomasoquismo.

É até fácil entender porque o assassino procurava pelos pretos e azuis. Homens passivos e sadomasoquistas se deixavam amarrar para o parceiro chicoteá-los e batê-los de outras formas. Para a infelicidade das cinco vítimas do Coleherne, o homem que eles conheceram não estava afim de diversão sexual, mas de torturar e matar.

Ao mesmo tempo, jornais estavam recebendo ligações anônimas do assassino. Ele queria publicidade. Ele estava matando e ninguém falava nada. Por que ninguém fez a ligação dos assassinatos? Ele teria que matar mais quantos? No fim, entediado com aquela vida, ele ligou para a polícia e disse:

“Tenho lido muitos livros sobre serial killers. Acho que é a partir de quatro vítimas que o FBI classifica um assassino como serial killer, então vou parar agora que completei cinco.”

O SERIAL


Desempregado, 37 anos e um Zé Ninguém, Colin Ireland decidiu tentar uma nova carreira em 1993: a de serial killer. Foi uma decisão premeditada. Ele queria ser alguém, ficar famoso, ter o seu nome ligado a algo grande. Matar, em sua mente, era a maneira perfeita de levá-lo ao estrelato.

Ele não era homossexual, mas fingia ser porque homossexuais eram “vítimas fáceis”. No Coleherne Pub, ele usou o sistema de cores dos lenços para escolher as vítimas que se encaixavam em seu método de matar. Em três meses matou cinco homens.

Viciado em revistas de crimes e extremo conhecedor de histórias de serial killers, Ireland almejou ter o seu nome no rol dos mais famosos assassinos em série britânicos, tais como Ian Brady, Peter Sutcliffe e Robert Black.

E conseguiu.

Apesar do motivo principal ter sido o de ser “bem sucedido” em alguma coisa, alguns especialistas argumentam que deve ter existido algo a mais nos crimes de Ireland. Ele pode ter escolhido matar homossexuais devido à sua própria sexualidade reprimida. Ireland, entretanto, sempre alegou ser heterossexual (ele foi casado por duas vezes) e disse não odiar gays. Ele os matava porque eram “alvos fáceis”.

Ireland era altamente organizado e carregava um kit completo de corda, algemas e muda de roupas para se trocar após cada assassinato. As vítimas o levavam para os próprios apartamentos e após matá-las, Ireland limpava o lugar de forma a não deixar qualquer evidência para trás e permanecia no apartamento até de manhã, para não sair no meio da noite e levantar suspeitas. Ele faleceu na prisão em 2012, aos 57 anos, de causas naturais.

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Daniel Cruz
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