As semelhanças entre os assassinos em série homossexuais Ronald Dominique e Jeffrey Dahmer

Eles tinham a aparência completamente distintas. Um era baixo e acima do peso; o outro alto e em forma. Um tinha os cabelos negros e meio calvo; já o...

Eles tinham a aparência completamente distintas. Um era baixo e acima do peso; o outro alto e em forma. Um tinha os cabelos negros e meio calvo; já o outro ostentava madeixas louras. Um tinha os olhos castanhos escuros; o outro olhos azuis.

Para o observador que enxerga apenas a casca, Ronald Dominique e Jeffrey Dahmer não tinham nada a ver um com o outro, mas por dentro da concha, em seus íntimos, ambos guardavam semelhanças macabras.

Os dois eram homens rotulados como “fracassados”. Dominique foi chamado de “um zé ninguém quase falido”. Aos 42 anos, vivia em um abrigo para sem-teto. Já Dahmer, o máximo que conseguiu na vida foi um emprego de misturador de ingredientes numa fábrica de chocolates. Para não deixar dúvidas do quão baixo ele estava na escala do trabalho, Dahmer era do grupo que trabalhava na madrugada. Não bastasse, e assim como Dominique, o seu futuro também era o de dormir num lar para sem-teto.

Financeiramente arruinados, eles passaram anos e anos morando com familiares (Dominique com a mãe e a irmã, e Dahmer com a avó) e acreditavam que o mundo os havia amaldiçoado. À sua agente de condicional, Dahmer confidenciou que odiava pessoas que conseguiam fazer muito dinheiro enquanto as coisas para ele iam de mal a pior.

Mas o fator mais importante de ligação entre os dois era suas personalidades e patologias. Eles cresceram com um enorme sofrimento interno devido à identificação sexual. Homossexuais, Dahmer e Dominique levavam uma vida dupla. Dominique se travestia à noite em uma boate gay, já Dahmer serpenteava por saunas e bares gays. Ambos não gostavam de homens afeminados e eram incapazes de ter um relacionamento normal, sempre pagando por sexo.

Frustrados e sem direção na vida, ambos acabaram por descobrir um sentido para suas existências através da dominação sexual e do assassinato. Zé ninguéns nas ruas, eles eram poderosos em seus quartos, controlando, abusando e matando inocentes.

E também foi uma espécie de alívio quando a vida doentia de ambos chegou ao fim. Entretanto, há uma diferença gritante entre os dois.

Enquanto um foi enterrado a sete palmos, o outro continua mais midiático do que nunca.

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Daniel Cruz
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