Carroll Cole: o serial killer e o mau funcionamento do sistema

Em janeiro de 1961, um rapaz de 22 anos se aproximou de uma viatura policial na cidade de Richmond, Califórnia, e fez uma confissão assustadora: ele disse que estava...

Em janeiro de 1961, um rapaz de 22 anos se aproximou de uma viatura policial na cidade de Richmond, Califórnia, e fez uma confissão assustadora: ele disse que estava sendo vorazmente consumido por um louco desejo de matar mulheres. Ele queria ajuda.

Internado, um dos psiquiatras escreveu sobre o jovem: “Alguns sentiram que ele era um possível psicopata sexual, potencialmente perigoso para a comunidade. A equipe fez um diagnóstico de Perturbação da Personalidade Sociopática Antissocial”. O hospital recomendou que o rapaz recebesse tratamento em outro hospital, mais preparado, e deram alta para ele.

Abandonado à própria sorte, quatro meses depois, o mesmo rapaz novamente pediu ajuda e dessa vez foi internado no Atascadero, um dos principais hospitais psiquiátricos da Califórnia. Lá, um psiquiatra percebeu que ele era confuso em relação à sua identidade sexual. Vendo nele um enigma, a equipe do hospital o transferiu para outro, o Stockton. Lá, um médico chamado I.I. Weiss observou que o jovem parecia ter medo da figura feminina, um medo que não o permitiria ter relações sexuais a não ser se ele matasse sua parceira primeiro. Mais uma vez, o rapaz recebeu alta.

Sete anos depois, o jovem, mais uma vez, pediu ajuda médica. Dessa vez internado num hospital da cidade de Sparks, Nevada, o médico psiquiatra Felix Peebles o diagnosticou como um alcoólatra com personalidade antissocial e compulsão por estrangular e estuprar mulheres bonitas. Solto mais uma vez no mundo, esta foi a última vez que ele buscou ajuda. Após a estadia em Sparks, ele decidiu jogar o jogo, o seu jogo, e isso custou a vida de muitas pessoas.

O SERIAL KILLER


“Meus desejos estavam mais fortes do que nunca, mas eu não estava mais preocupado com isso. Eu apenas disse, pro inferno com isso, e esperei para ver o que ia acontecer”, escreveu Carroll “Ed” Cole em sua autobiografia.

E o que aconteceu foi horrível: pelo menos 16 mulheres assassinadas em nove anos de matança: estranguladas, esquartejadas, canibalizadas. As vítimas eram um reflexo da sua mãe violenta e adúltera “Eu acho que eu mato ela [mãe] através delas”, disse ele ao juiz.

E isso não era tudo sobre Carroll Cole.

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Por:


Daniel Cruz
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