Scarlet Blake: inspirada por documentário da Netflix, garota trans mata gato e um homem

Não importa o quão bizarro seja o seu fetiche sexual, na Internet você encontrará pessoas com o mesmo gosto. Embora os espaços digitais — fóruns, chats, grupos em redes...

Não importa o quão bizarro seja o seu fetiche sexual, na Internet você encontrará pessoas com o mesmo gosto. Embora os espaços digitais — fóruns, chats, grupos em redes sociais, etc. — possam ser úteis para os que se sentem alienados ou envergonhados, também podem causar estragos permanentes. Mentes perturbadas que alimentam suas fantasias perigosas através do consumo de imagens violentas e interação com desconhecidos podem desenvolver doenças psicossomáticas e, até, cruzar a linha que separa a fantasia da realidade — como os alemães da vorarefilia.

Foi na thread privada do Discord “sangue coagulado artisticamente” que as garotas transgêneros Scarlet Blake e Ashlynn Bell se conheceram. Uma morava na Inglaterra, a outra nos EUA. A distância não foi um problema, pois elas se conectavam no sangue, na tortura, na dor e no assassinato — temas que as excitavam sexualmente. Logo, um romance online iniciou-se.

Entusiasta do nazismo, a distorcida Bell podia ser perturbada, mas não se comparava a Blake, cujos tormentos começaram na puberdade durante a transição de gênero. O garoto chinês vítima de bullying mudou o seu nome para Scarlet e afundou-se no lado sombrio da Internet.

Em 2019, a Netflix lançou o seu documentário sobre o assassino canadense Luka Magnotta. A história inspirou Blake, que decidiu experimentar novas sensações. Ela atraiu o gato do vizinho até sua casa e o matou de maneira brutal. O animal foi estrangulado, mutilado, esfolado e decapitado; teve um olho removido e o cadáver colocado em um liquidificador. Para deleite de Bell, a atrocidade foi transmitida ao vivo em uma live. Como recordação, Blake guardou o coração do bichano.

Mas havia um prazer maior: estrangular e matar um ser humano. Instigada por Bell e influenciada pelo caso Magnotta, quatro meses após matar o gato do vizinho, Blake saiu à noite pelas ruas de Oxford à procura de uma vítima. Jorge Carreno, que voltava de uma noitada com amigos, foi atraído até um local isolado e estrangulado.

O homicídio permaneceu sem solução até Blake ser delatada pela namorada virtual.

Na última segunda-feira, em um tribunal de Oxford, Scarlet Blake, de 26 anos, foi condenada à prisão perpétua.

Durante a transmissão em que matou o gato, Blake colocou a música True Faith, do New Order, para tocar ao fundo, a mesma música usada por Luka Magnotta.

Em seu julgamento, o juiz afirmou que o documentário inspirou a ré, sendo a ligação entre a morte do gato e de Jorge. Pelo menos duas vezes, Blake voltou ao local do crime para tirar fotografias, que compartilhou com sua namorada virtual, Bell. Na vida online, Blake usou seu “status” de assassina para despertar a admiração de outras pessoas que compartilhavam os mesmos interesses de dor, tortura, morte e homicídio. Somente dois anos após Jorge ser assassinado é que Bell decidiu contar à polícia o que sabia do homicídio. Foi assim que Scarlet Blake foi presa.

Referências: [1] Cat killer Scarlet Blake sentenced to 24 years for murdering man. 26 fev. 2024. The Times; [2] CAT-KILLER CAGED Scarlet Blake who put cat in BLENDER before killing stranger because girlfriend ‘thought it would be hot’ caged for life. The Sun. 26 fev. 2024; [3] Cat killer Scarlet Blake who ‘revelled’ in murder jailed for life. Daily Mail. 26 fev. 2024; [4] Cat killer sentenced to life for Oxford murder as part of sexual fantasy. The Guardian. 26 fev. 2024; [5] Cat killer Scarlet Blake jailed for Netflix show-inspired. BBC News. 26 fev. 2024; [6] EVIL CAGED Monster Scarlet Blake who put cat in blender before killing stranger is sent to a male prison & will ‘NEVER get parole’. The Sun. 27 fev. 2024.

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Por:


Daniel Cruz
Texto

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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