Quando serial killers são as vítimas

Assassinos em série são criminosos puramente predatórios que, de tão toscamente retratados pela mídia, muitos não poderiam imaginá-los na posição de abate. Mas acontece. Tire suas faces nefastas e...

Assassinos em série são criminosos puramente predatórios que, de tão toscamente retratados pela mídia, muitos não poderiam imaginá-los na posição de abate. Mas acontece. Tire suas faces nefastas e vários deles se mostrarão indivíduos apáticos, covardes e, até, medrosos. Eles são leões com uma vítima amarrada ou desacordada, atraindo uma criança ou oferecendo carona a uma mulher solitária numa estrada deserta, mas gatinhos inofensivos sem a mãe em situações corriqueiras.

Andrei Chikatilo, por exemplo, apanhava da esposa em casa. Já Jeffrey Dahmer uma vez levou um soco numa sauna, não reagiu e ainda saiu tremendo de medo com o rabo entre as pernas. Edmund Kemper, apesar do tamanho, foi por anos um bebê chorão debaixo das saias da mãe autoritária.

Homicidas seriais podem ser frágeis como qualquer ser humano e, também, alvos da maldade que tanto alimentaram. Alguns sentiram isso da pior maneira possível e dentro de seus endereços derradeiros: a prisão.

Fora de sua concha maligna um assassino em série é apenas mais um na multidão. Albert DeSalvo não deu chances a 13 mulheres inocentes — estupradas e estranguladas. Na cadeia, entretanto, foi presa fácil; esfaqueado até a morte 16 vezes devido a uma rixa de drogas.

O dinamarquês Thor Christiansen tinha ódio de mulheres e covardemente matou algumas delas. Elas entravam em seu carro e nem viam a hora da morte, pois o loiro sorrateiramente sacava um revólver e atirava em suas cabeças. Da mesma forma ele nem percebeu quando alguém cravou uma faca em seu peito durante o banho de sol. Seu assassino nunca foi identificado.

Os americanos Gerard Schaefer e Jeffrey Dahmer mataram brutalmente e morreram da mesma forma. Mas se a morte de um causou comoção, ninguém derramou uma lágrima pela do outro.

O caso mais recente envolveu o queniano Billy Chemirmir, assassino de mais de 20 mulheres idosas. Há duas semanas ele foi espancado e esfaqueado pelo colega de cela. Outros detentos testemunharam o cruel homicídio, mas ninguém interveio, nem gritaram por ajuda.

Da mesma maneira se foram as vítimas de Chemirmir — em angústia e sem socorro. No fim, ele e os outros parecem ter colhido todo o mal que plantaram.

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Daniel Cruz
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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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