As reações de assassinos em série ao serem desmascarados

Há 172 anos, um professor de Direito da Universidade de Rennes recebeu a visita de três homens em sua casa. Eles eram o Procurador-Geral da cidade e dois médicos....

Há 172 anos, um professor de Direito da Universidade de Rennes recebeu a visita de três homens em sua casa. Eles eram o Procurador-Geral da cidade e dois médicos. “Viemos em difícil missão. Uma de suas empregadas morreu recentemente; as suspeitas são de envenenamento”, disse o procurador. Tão logo o homem da lei proferiu suas palavras, e antes de qualquer reação do dono da casa, os quatro homens foram surpreendidos pelo brado de uma quinta pessoa.

— SOU INOCENTE!

A afirmação despropositada foi dada por uma criada, que observava o encontro perto da porta. “Mas ninguém a acusou de nada”, retrucou o procurador. O comentário levantou suspeitas e uma investigação posterior revelou um rastro de mortes atrás da mulher, incluindo a de sua colega de trabalho.

Identificar um assassino em série sem querer não é comum. Na situação acima, ninguém sabia da existência da criada, muito menos que ela tinha uma “carreira” homicida, mas sua fala impensada a colocou abruptamente no centro do palco. E ela perdeu a cabeça por isso!

Quando falamos em serial killers, normalmente, as autoridades sabem de suas existências devido aos padrões e maneira ritualística que os crimes são cometidos. Os casos LISK, Maníaco do Parque e o Açougueiro de Rostov, por exemplo, foram ligados a um homicida em série porque corpos estavam sendo desovados num mesmo lugar.

E é interessante observar seus comportamentos quando são desmascarados. Em um caso, o sujeito foi cercado por policiais em um parque e ficou sem reação. Ele foi preso sem maiores problemas e após ficar em silêncio por meia hora dentro da viatura policial, finalmente abriu a boca: “Por que estou sendo preso?”

Em outro caso, o macabro assassino perguntou aos policiais se eles poderiam avisar sua esposa que ele não iria almoçar. Já outro, idoso, acreditava que morreria sem ser identificado. Quando a polícia bateu em sua porta, porém, tentou se agarrar ao que lhe restava de normalidade — enquanto investigadores lhe diziam sobre seus crimes, o tipo só se preocupava com a comida no fogão.

Abaixo, seguem as reações de alguns serial killers imediatamente após serem presos (ou acuados, como a criada francesa).

Referências: [1] Deangelo. The Sacramento Bee. 20 ago. 2020. Página A8; [2] Victims, suspect tied to restaurant. Reno Gazette-Journal. 26 jun. 1981. Página 5; [3] Cruz, Daniel. Serial Killers: O Vampiro de Niterói. OAV Crime. 2011; [4] Donnelley, Paul. 501 Crimes Mais Notórios. Larousse. 2011; [5] Cullen, Robert. The Killer Department. Orion. 1993; [6] Wenzl, R. et al. BTK Profile: Máscara da Maldade. DarkSide Books. 2019; [7] Serhiy Tkach. Morre na Ucrânia um dos piores serial killers da ex-União Soviética. OAV Crime. 2018; [8] In Gilgo Beach Case, a Wife Nearby but Apparently Unknowing. New York Times. 2023.

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Por:


Daniel Cruz
Texto

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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