Marinésio Olinto: o maníaco que oferecia caronas às suas vítimas

O paraibano Marinésio Olinto, de 41 anos, tinha um truque para engambelar mulheres: as abordava na rua se dizendo motorista de transporte por aplicativo. O preço era uma pechincha....

O paraibano Marinésio Olinto, de 41 anos, tinha um truque para engambelar mulheres: as abordava na rua se dizendo motorista de transporte por aplicativo. O preço era uma pechincha. Como o transporte no entorno de Brasília é uma tragédia, proliferou-se um mercado irregular de vans e motoristas piratas, por isso algumas mulheres aceitavam entrar.

Aceitar carona ou entrar no carro de um estranho é uma péssima ideia. Muitas pessoas fazem isso. Em alguns casos, ao entrar no carro de um desconhecido afável que ofereceu uma carona, o caronista de repente percebe que o carro está indo na direção errada e que a maçaneta da porta do lado do passageiro foi removida, de modo que não há possibilidade de fuga. O motorista, antes solícito, muda completamente. Edmund Kemper, Patrick Kearney, William Bonin, Randy Kraft, Gerard Schaefer — a lista de psicopatas assassinos que agiam dessa maneira é extensa. Se pudéssemos voltar no tempo, o quão sinistro seria observar John Gacy dirigindo seu Oldsmobile preto bem devagar pelas ruas de Chicago em busca de garotos?

No caso de Planaltina, as vítimas logo percebiam que haviam entrado numa cilada. Duas irmãs adolescentes tiveram que usar uma panela encontrada no carro para escapar de Marinésio. Já outra foi agredida, mas conseguiu lutar contra ele e fugir. Uma quarta vítima pulou do carro em movimento.

Essas tiveram sorte.

Várias outras foram estupradas. Uma delas, uma adolescente de 17 anos, foi violentada e esganada. O trauma da violência foi tão profundo que ela tentou o suicídio três vezes nos meses seguintes ao ataque.

DUAS ASSASSINADAS

Genir Pereira de Sousa, 47, foi estuprada e estrangulada após ser pega por Marinésio em um ponto de ônibus. Já a advogada Letícia Sousa Curado Melo, 26, funcionária do MEC, estava em um ponto no Setor Arapoanga. Câmeras a flagraram entrando no carro de Marinésio após cerca de 10 segundos de conversa. Ela foi estrangulada pelo maníaco da Blazer prata após resistir às suas investidas.

Predadores sexuais que enxergam mulheres como lixo infestam as ruas. Eles são insuspeitos e de “fala mansa”, como Marinésio. Pense bem antes de entrar no carro de um desconhecido com sorriso no rosto.

Marinésio tinha 19 anos de casamento, uma filha adolescente e absolutamente ninguém nunca suspeitou sobre o seu lado negro. Ele tinha fala mansa, um jeito humilde e aparência comum. Durante suas folgas, ele pegava seu carro e perambulava atrás de mulheres em Planaltina, Goiás, no entorno de Brasília. De acordo com a delegada do caso, Jane Klébia, “ele não sabe explicar por que mata. Só vai lá e executa. Não tem um perfil de mulher, de idade, escolhe aleatoriamente”. Em 2019, Marinésio foi condenado a 34 anos de prisão pelo homicídio de Letícia. Ele ainda não foi julgado pela morte de Genir. Ele é suspeito em outros casos de homicídios e desaparecimentos de mulheres da região, incluindo o da menina Caroline Macêdo Santos, de 15 anos, cujo corpo foi encontrado boiando no Lago Paranoá em 2018. Caroline era vizinha de Marinésio e amiga de sua filha.

Fontes consultadas: [1] Vítima morta por Marinésio já foi homenageada pelo Metrô no Dia da Mulher. Correio Braziliense; [2] O feminicídio que ficou 85 dias sem solução até o assassino matar outra mulher. Metrópolis; [3] Julgamento de Marinésio por feminicídio de cozinheira é adiado novamente. Correio Braziliense; [4] “Levava alegria por onde passava”, diz mãe de Letícia em enterro. Metrópolis; [5] A vítima que levou a polícia ao maníaco Marinésio. Metrópolis.

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Daniel Cruz
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