Colheita Maldita: Assassinatos de Crianças no Malauí

Crianças estão morrendo nos confins do Malauí, país do sudeste africano, e ninguém parece se importar. Não há nomes, não há datas, apenas corpos sem olhos, sem órgãos, amputados...

Crianças estão morrendo nos confins do Malauí, país do sudeste africano, e ninguém parece se importar. Não há nomes, não há datas, apenas corpos sem olhos, sem órgãos, amputados e decapitados.

Com a contagem crescente de crianças desaparecidas e encontradas mortas ao longo do ano de 2018, notícias se espalharam e cruzaram a fronteira, chegando aos ouvidos de Anas Aremeyaw, um jornalista investigativo ganês da BBC Africa, famoso por nunca ter divulgado o seu rosto. Ele investigou as alegações e sua macabra descoberta está disponível no arrepiante documentário Malawi’s Human Harvest.

A COLHEITA

As histórias vinham do norte do Malauí e Anas, com dois outros jornalistas, foi investigar. Lá, eles se depararam com várias famílias de crianças alegando que seus filhos foram mortos por “assassinos muti” — as “Matanças Muti” são crimes que envolvem o homicídio de uma pessoa para remoção de alguma parte do corpo, usada como ingrediente em bruxaria. Não demorou para Anas descobrir a motivação por trás dos crimes.

“Somos uma colheita para os ricos e eles estão nos matando, é como se eles estivessem colhendo suas colheitas”, diz no doc o jornalista malawiano Tobias Mwaulambo. Segundo ele, os homicídios decorrem de um mercado de magia no qual pessoas ricas solicitam trabalhos de enriquecimento e status social a bruxos que por sua vez saem em busca da matéria-prima: pedaços de corpos humanos.

Anas se infiltrou no submundo da magia e conheceu os bruxos Mathias Kamanga e Njuku Mpata. Com uma câmera escondida, Anas gravou os homens afirmando que a última vítima deles tinha 10 anos e que eles removeram a língua e o pênis dela; tudo para suas receitas muti. Além de bruxo, Kamanga é um vampiro. Isso mesmo. Ele explica como suga o sangue de pessoas e diz que “as poções são mais poderosas [se matar] pessoas com menos de 20 anos”.

“[Matamos crianças] entre 6 e 9 anos. A primeira coisa que nós retiramos são os genitais. Nós arrancamos a cabeça. Se você quiser, nós podemos quebrar o crânio e tirar o cérebro. Ou nós podemos quebrar o crânio e tirar a língua. Nós já fizemos isso com muita gente. Temos trabalhado com sete clientes. Nós já matamos cerca de 12 pessoas.”

Assista ao documentário

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Daniel Cruz
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