Leonardo Pareja: Anti-Herói e Agente do Caos

Durante anos, o coronel da PM de Goiás, Nicola Limongi, foi acusado de corrupção, maus tratos e torturas. Diretor do Cepaigo, o maior presídio do estado, Limongi supostamente autorizava...

Durante anos, o coronel da PM de Goiás, Nicola Limongi, foi acusado de corrupção, maus tratos e torturas. Diretor do Cepaigo, o maior presídio do estado, Limongi supostamente autorizava saidinhas e facilitava fugas mediante pagamento em dinheiro, além de sabotar o trabalho de psicólogos .

Sua gestão à frente do presídio foi primeiramente contestada em 1992 por uma comissão formada por entidades de direitos humanos, OAB de Goiás, Câmara Municipal de Goiânia e conselhos regionais de Medicina e Psicologia. Apesar das denúncias graves, Limongi, apadrinhado por políticos do PMDB, que administravam o estado desde 1983, mal foi incomodado. Mas isso mudou em dezembro de 1995 quando a situação ficou insustentável e um juiz decretou intervenção no presídio a pedido do Ministério Público. O Estado de Goiás recorreu e o TJGO reverteu a decisão.

Os ânimos, porém, somente esquentaram, entrando em ebulição no dia 26 de abril de 1996. Nesse dia, o Presidente do TJGO, o desembargador Homero Sabino, juntamente com outros juízes e promotores, decidiu ir por conta própria ao presídio analisar a situação dos presos. Irritado com a visita do desembargador, Limongi arregimentou uma turma de amigos importantes para fazer frente e tumultuar a visita, dentre eles, estava o Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, coronéis de polícia e políticos.

O palco estava montado: mais de uma dezena de autoridades estavam no presídio discutindo a gestão feita por Nicola Limongi quando uma turma de presos decidiu dar início a uma rebelião. Imaginem: o diretor do presídio, promotores de justiça, juízes, delegados, coronéis, um desembargador do estado, o secretário de segurança pública, todos nas mãos de sanguinários assassinos. A rebelião parou o Brasil.

Os presos, porém, estavam dispersos, não tinham uma liderança e não sabiam ao certo o que fazer. Então, eles se lembraram de alguém que poderia ajudá-los — um preso que estava numa espécie de solitária. Logo, este detento assumiu todo o controle da rebelião mesmo sem ter tido nenhum pingo de culpa no motim. Na verdade, ele adorava o caos. Ele era um tipo de Coringa da vida real.

O show para ele estava apenas começando.



Em comparação com os mais famosos criminosos brasileiros dos últimos 30 anos, o goiano Leonardo Pareja era um pé-de-chinelo; um assaltante e ladrão de carros que se orgulhava de não ser violento com suas vítimas. Mas, por outro lado, sua mutabilidade e capacidade de usar a mídia a seu favor o colocam um degrau acima.

Esqueçam o estereótipo do bandido comum, Pareja era galã, praticou esportes, estudou inglês, espanhol, piano e programação de computadores. Viveu a vida nos padrões da classe média alta, mas jogou tudo fora para entrar no mundo que o excitava: o mundo do crime. Com um discurso coerente e jogos mentais, gostava de manipular as pessoas ao seu redor. Pareja foi um criminoso inteligentíssimo, narcisista, vaidoso, articulado e extremamente carismático. Não à toa teve admiração de presidiários, cidadãos comuns, juízes e desembargadores. Até mesmo uma mulher que foi sua refém em um assalto se apaixonou por ele. Admiradoras não lhe faltaram quando esteve preso.

Em setembro de 1995, o Brasil conheceu o seu nome quando ele fez refém a sobrinha de Antônio Carlos Magalhães, senador da Bahia. O sequestro parou o Brasil e foi transmitido ao vivo por emissoras de TV. Com apenas 21 anos na época, foi surpreendente a forma como Pareja conduziu a situação. Em nenhum momento ele sentiu-se acuado, na verdade, todo aquele quadro caótico lhe agradou. Como viríamos a conhecer, Pareja era o próprio anti-herói, ele não tinha pudor em vestir a capa de fora da lei e agente do caos.

Cercado pela polícia baiana, cujos homens podiam ser facilmente vistos em meio à multidão portando fuzis, parecia impossível que a situação não terminasse de forma trágica, mas, como num filme, Pareja sumiu na escuridão e começou a zombar da polícia e das autoridades, dando entrevistas para rádios e anunciando as cidades em que seus futuros ataques teriam cenário.

No caso baiano, Pareja escancarou o amadorismo policial e não deixou de cutucar a forma como a polícia age em tais casos — “Se fosse a filha de um operário, a essas horas estava ela e eu em um cemitério”.

Esta não foi a única vez que o bandido “pé de chinelo” colocou um nariz de palhaço nas autoridades de um estado.

“Lembra das atrocidades que o Sr. fazia?”, perguntou com sangue nos olhos um detento ao coronel Nicola Limongi. Após anos e mais anos de completo descaso, abusos e torturas, chegava a hora dos presos acertarem as contas com o diretor “nazista”.

É de se impressionar como o governo de Goiás deixou que as coisas chegassem àquele ponto. Não foi por falta de avisos, o CEPAIGO era uma bomba-relógio prestes a explodir, mas devido à politicagem, Limongi pôde continuar com sua administração corrupta e desastrosa. O resultado foi a nata da justiça goiana refém de homens primitivos e selvagens. Apesar de reféns muito mais importantes, a cereja do bolo apetitoso, sem dúvidas, era o diretor do presídio.

Se o leitor já assistiu ao filme Assassinos por Natureza, então sabe o que acontece com o personagem de Tommy Lee Jones, o diretor da prisão que se vê no meio de uma rebelião — para delírio dos amotinados, ele termina com sua cabeça fincada em uma estaca. No caso CEPAIGO, antes de estraçalhar Limongi, alguém teve o bom senso de levantar a voz no meio da anarquia e gritar algo importante: é que faltava um cérebro na massa de indivíduos trogloditas, ignorantes e sanguinários. Todos concordaram e imediatamente um nome se tornou consenso: Leonardo Pareja.

O bandido, que havia parado o Brasil sete meses antes ao manter refém uma jovem garota na Bahia, estava no CEPAIGO cumprindo pena após se entregar às autoridades de Goiás. Quando ele foi retirado da solitária, o criminoso deu de cara com o caos, e se sentiu em casa. Ele aceitou liderar o motim e de imediato lidou com a ânsia dos presos em matar Limongi.

Eles queriam esquartejar o diretor e cada um pegar um pedaço do corpo como souvenir. Um deles sugeriu cravar 100 facadas nele. Pareja odiava Limongi, mas enxergava adiante: se o coronel fosse morto, a PM poderia invadir e um massacre nos moldes do Carandiru era uma possibilidade. Além do mais, quem negociaria com brutais assassinos? Isso pode parecer óbvio, mas não para selvagens incultos.

Pareja não só salvou Limongi como usou da inteligência para vencer o selvagerismo. Com ele no comando, os presos conseguiram algo inédito no mundo da negociação policial.

“O exibicionista de Goiás” transformou a rebelião do CEPAIGO em show televisivo.

Leonardo Pareja aproveitou todos os dias do motim para exacerbar seu marcante senso de espetáculo. Num dia jogou futebol. No outro, tocou violão. Pediu bolos e refrigerantes para comemorar o seu aniversário e o do desembargador Homero Sabino. Como um Coringa da vida real, Leonardo decidiu que era hora de se divertir. No segundo dia de motim, ele fez um pedido inusitado para as autoridades — que se gravasse um “Você Decide”, famoso programa da Globo da década de 1990, com a seguinte pergunta:

“Você acha que o governador deve ceder às exigências e liberar os reféns? Ou manter os reféns em cativeiro?”

Pareja sabia que seu pedido não seria atendido, mas seu absurdo poderia ser interpretado pelas autoridades como algo vindo de um lunático pronto para espetar a cabeça do Secretário de Segurança Pública numa vara em frente às câmeras. A mensagem era clara: era Pareja quem mandava ali e ele devia ser atendido no que quisesse. E não deu outra.

Sob sua liderança, os presos conseguiram algo inédito no mundo da negociação policial: começaram pedindo pouco e terminaram levando tudo.

A rebelião terminou ao vivo, e em rede nacional, com a espetacular fuga de vários presidiários em carros cedidos pelas autoridades goianas durante as negociações. Pareja dirigia um desses carros, e o que ele fez? Como se nada tivesse acontecido, dirigiu tranquilamente pelas ruas de Goiânia, passeando. Parou em um dos barzinhos mais agitados da cidade, comprou cerveja e refrigerantes. Pagou com uma nota de 50 reais e não quis o troco. Foi reconhecido pelos frequentadores do bar e fez a alegria de todos ao pagar uma rodada de cerveja.

Num caso único no mundo, Pareja entrou para a história como o preso que colocou no chinelo especialistas federais brasileiros treinados pelo FBI e uma comissão com oito autoridades do primeiro escalão de Goiás, que incluía o presidente da OAB, o procurador-geral de Justiça e o comandante da Polícia Civil. Tais autoridades comandaram as negociações pelo lado do Estado, mas foi o bandido que, no final, saiu rindo dirigindo um Omega zero km com uma maleta cheia de dinheiro.

Leonardo Pareja protegeu a vida de todos os reféns e, em troca, recebeu a admiração e o afeto de todos. Se você está em um ambiente hostil e a sua vida corre perigo, e aparece alguém para salvá-la, não importa quem seja, você deve a vida a essa pessoa e é natural ficar eternamente grato.

Pareja foi um personagem complexo. Ele não tinha o instinto assassino, era empático de certa forma. Seu negócio, na verdade, era a humilhação. Ele poderia ter participado entusiasticamente do homicídio de Nicola Limongi, mas preferiu humilhá-lo, juntamente com tudo o que ele representava (a PM, a Autoridade, a Justiça, o Governo), na frente das câmeras de TV, para o Brasil inteiro ver. O que Pareja odiava era o sistema, as autoridades, principalmente a polícia, que acusava de corrupta e assassina. Ele nunca perdeu a oportunidade de desmoralizá-los, e a rebelião no CEPAIGO foi o episódio perfeito para ele destruir o telhado de vidro da segurança pública no Brasil.

No carro que Pareja fugiu do CEPAIGO, também estavam o desembargador Homero Sabino, seu filho Aldo e outros presos. Eles furaram várias barreiras policiais, mas acabaram parados a tiros de fuzil no Tocantins e os reféns libertados. Pareja conseguiu escapar.

O desembargador Homero Sabino ficou extremamente raivoso com as ações policiais e em várias entrevistas relatou como muitas vezes passou perto de morrer, não pelas mãos de Pareja ou dos outros presos, mas pela polícia. As autoridades não cumpriram sua parte no acordo e os carros com os fugitivos foram perseguidos pelas ruas e estradas, colocando em risco as vidas dos reféns. Também, não houve diálogo, muito menos coordenação, entre as polícias de Goiás, DF e estados vizinhos. Em uma barreira policial no DF, Pareja chegou a dar o colete a prova de balas que usava e o revólver a Aldo, dizendo que era para ele se proteger dos tiros da polícia. “Use isso, você precisa de mais proteção do que eu”, disse Pareja.

Quando foram acuados em um posto de gasolina, Aldo devolveu o revólver a Pareja: “Toma isso. Simule um sequestro para que tudo acabe bem”.

No fim, quando Pareja decidiu se entregar, ele tinha muitos amigos importantes para garantir sua segurança.

“Que bandido original é esse Leonardo Pareja, que domina uma rebelião de presidiários, humilha a polícia, posa de herói numa aventura louca e acaba despertando as consciências para uma reforma total no sistema penitenciário do país? Que Síndrome de Estocolmo é essa que de um momento para o outro ataca juízes, funcionários diversos e um coronel tão duro no trato com os presos?”, provocou o jornalista Moacir de Castro, para o Jornal do Brasil, em abril de 1996.

Leonardo Pareja iluminou a consciência pública e desmascarou certa visão corrente da criminalidade e da maneira de extingui-la. Exemplo mais sólido foi a fala de Homero Sabino, desembargador e presidente do TJGO. Ele declarou que todos os reféns foram bem tratados e escaparam com vida graças à ação de Pareja, e que a revolta foi JUSTA. Além de Limongi, Pareja salvou duas juízas. Elas tiveram chuchos colocados em seus pescoços por presos que elas próprias condenaram. Quer desmoralização maior do que essa? A justiça sendo salva pelo bandido.

“Foi como a Síndrome de Estocolmo,” relatou Pareja. Mas acredito em algo a mais, acredito que quando os agentes públicos pararam de procrastinar em seus escritórios com ar-condicionado, e saíram de seus mundos de fantasia, adentrando na realidade da vida, enxergaram o que, de fato, era o mundo. Os moradores do CEPAIGO eram bandidos, mas ainda assim humanos.

“Nós ficamos muito amigos, Pareja é carismático, ousado e confiável. Depois fiquei amigo de todos lá dentro. Eu até joguei bola com eles”, disse Aldo Sabino, filho de Homero, e que também foi refém. “Eu amo ele. Poderia considerá-lo um filho. Vou fazer de tudo para que a pena dele não seja agravada”, disse o desembargador, que também se afeiçoou a outros dois presos.

“O Carioca era espetacular. Ele tem que ser preservado pela Justiça. O Cezinha, que tem tuberculose crônica, tem que ser levado para tratamento ou morrerá na prisão. Eu segurei a testa dele várias vezes para que ele vomitasse sangue”.

Mas as palavras mais pungentes vieram de Nicola Limongi — coronel da PM, torturador, e adepto da tese bandido bom é bandido morto:

“Ele é formidável. Me salvou a vida e conduziu com sabedoria a negociação”.

A opinião pública foi unânime: a liderança de Leonardo Pareja evitou uma carnificina estilo Carandiru.

A atuação do garoto escancarou o retrato das prisões brasileiras, uma situação de beira de abismo, em que as autoridades policiais e governamentais delegam a um criminoso a execução de tarefas que deveriam ser suas, como debelar uma rebelião e garantir a vida dos reféns. Pareja era um menino de apenas 22 anos que colocou no bolso toda a estrutura da Justiça brasileira.

O espetáculo tenebroso expôs à opinião pública o contraste entre a incompetência das autoridades e a sanha caótica de um bandido ególatra. Quando Nicola Limongi, coronel da PM, e maior autoridade do CEPAIGO, foi colocado no muro para pedir, chorando, que os negociadores atendessem às reivindicações dos rebelados, rompeu-se o último fio de tecido de autoridade. Presos o viram agachado, chorando e com as mãos entrelaçadas, implorando pela vida. A transgressão venceu. Para sepultar o desastre governamental, as únicas vítimas fatais foram dois civis, mortos pela própria polícia após perseguição nas ruas. “É óbvio que a polícia errou,” disse o pai de uma das vítimas.

O bandido Pareja, ao mesmo tempo, salvou e humilhou o governo e a Justiça, e ainda deu-se ao luxo de ser simpático no seu exibicionismo. Ganhou admiração eterna dos reféns e ainda ostentou bom humor durante a fuga, testando sua popularidade, paquerando meninas deslumbradas e dando autógrafos. Pareja é o anti-herói que encontrou cenário perfeito para desmoralizar o sistema, não à toa atraiu mais simpatia do que repulsa. Pareja é o espelho de nossas próprias fantasias. Uma sociedade cansada de ser humilhada e roubada por agentes públicos corruptos, bate palmas para um “pé-de-chinelo” que executa aquilo que apenas fantasiamos.

Não há dúvidas de que Leonardo foi um transgressor, mas coube a um bandido como ele denunciar as imperfeições dos sistemas penitenciário, judiciário e policial para uma sociedade cegada por novelas e futebol. “A mídia falou em inversão de valores, mas o que eu fiz foi colocar os valores em seus devidos lugares,” disse o criminoso atrevido.

Sua trajetória é muito interessante como objeto de reflexão.

“Bandido pé de chinelo” foi um apelido que Pareja recebeu de Hitler Mussolini, diretor geral da Polícia Civil de Goiás entre 1994 e 1998. Em entrevistas e documentários, Pareja sempre denunciou a corrupção endêmica e os assassinatos extra-judiciais cometidos pela força policial. O bandido, também, era um lembrete amargo do amadorismo e incompetência da polícia, que nunca conseguiu prendê-lo. Pareja nunca foi preso pela polícia, pelo contrário, era ele que se rendia. Para diminuir o mito em torno do bandido, Mussolini o chamava de “pé-de-chinelo”. Em 1998, Hitler Mussolini foi exonerado por corrupção/peculato, acusado de ter se apropriado de dinheiro e jóias. Ele também foi suspeito de envolvimento em assassinato. Recentemente, sua filha, promotora de justiça no DF, foi denunciada por apologia ao nazismo.

Leonardo Pareja foi traído pelo próprio ego e assassinado pelos mesmos “amigos” que lhe pediram ajuda durante a rebelião. Arrogante e ingênuo ao mesmo tempo, Pareja se considerava muito inteligente, mas deveria saber que não se faz acordo ou se confia em trogloditas. Eduardo Siqueira, o Pigmeu, amigo e fiel escudeiro de Pareja, tanto nos assaltos nas ruas quanto no presídio, foi quem o matou a sangue frio, descarregando o revólver no “amigo” sem dó nem piedade. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento, em 5 segundos de conversa, já percebe que Pigmeu era um tipo das cavernas, vazio, primitivo, bárbaro, irrecuperável, o mais próximo que temos hoje na sociedade de um selvagem, alguém que a Justiça faria muito bem colocando em uma solitária e jogando a chave fora. Pareja não confiava na polícia, mas confiava em Pigmeu. Um fim irônico. “Bobo é o homem que confia no homem,” é uma das frases mais famosas de Pareja. Ele, então, se tornou o bobo assassinado pelo homem cuja lealdade jamais colocou em dúvida.

A morte de Pareja ocorreu oito meses após a rebelião e a versão oficial é a de que ele foi assassinado por ter delatado um plano de fuga. Existe muito mais por trás de sua morte, mas um ponto a se discutir é porque Pareja aceitou voltar ao CEPAIGO, já que seus amigos da Justiça poderiam tê-lo enviado para outro local, mais seguro. No CEPAIGO, muitos queriam a sua cabeça e ele sabia disso. Bandidos não tem amigos e se voltam contra seus parceiros com muita facilidade. Ególatra e narcisista, talvez Pareja quisesse viver a emoção de estar no fio da navalha, acreditando piamente que sua inteligência superior naquele ambiente ignorante o salvaria. Ele pagou com a vida pela ingenuidade. Seu velório atraiu uma multidão de pessoas, admiradoras e a namorada, que entusiasticamente deu autógrafos e entrevistas, o que irritou a família. Uma bandeira do Brasil foi colocada sob o caixão, o que causou revolta da PM, que a retirou à força sob vaias. Pigmeu foi assassinado na prisão em 2018.

Não deixe de assistir ao documentário Vida Bandida, sobre Leonardo Pareja.

Fontes consultadas: [1] Pareja é ameaçado de morte em Goiás. Jornal do Brasil. 10 de Abr. 1996. Página 5; [2] Pareja é assassinado a tiros na prisão. Jornal do Brasil. 10 de Dez. 1996. Página 8; [3] Cinco presos confessam assassinato de Pareja. Jornal do Brasil. 11 de Dez. 1996. Página 8; [4] Coronel afirma que presos o trataram bem. Tribuna da Imprensa. 4 de Abr. 1996. Página 5; [5] Pareja diz que lidera a rebelião para garantir a vida dos reféns. Tribuna da Imprensa. ANO XLVII. N. 14085. Página 5; [6] Desembargador denuncia antro de corrupção e torturas no CEPAIGO. Tribuna da Imprensa. 5 de Abr. 1996. Página 5; [7] Pareja: ‘Não sou exemplo de nada’. Tribuna da Imprensa. 8 de Abr. 1996. Página 5; [8] Chantagem de presos é vitoriosa. Jornal do Comércio. 2 de Abr. 1996. Página A-9; [9] Bandido aos 16 anos. Correio Braziliense. 5 de Mai. 2002. Página 10; [10] Um anti-herói que não se arrepende, mas reza. A Tribuna. 8 de Abr. 1996. Página B-3; [11] Vida Bandida. Regis Faria. 1997. Disponível no YouTube; [12] Diretor de prisão chora e faz apelo à PM. Folha de São Paulo. 1 de Abr. 1996; [13] Presídio esteve sob intervenção. Folha de São Paulo. 1 de Abr. 1996; [14] Líder escreve longo bilhete. Folha de São Paulo. 1 de Abr. 1996; [15] O passeio inesquecível de Aldo com Pareja. Jornal do Brasil. 6 de Abr. 1996 Página 3; [16] Presos foragidos eram 48 e não 43. Jornal do Brasil. 6 de Abr. 1996. Página 4; [17] Rebelião faz coronel da PM chorar. Jornal do Brasil. 1 de Abr. 1996. Página 4; [18] O Bandido e os Otários. Veja. Ano29 N15. 10 de Abr. 1996; [19] Momentos especiais. Jornal do Brasil. 6 de Abr. 1996. Página 4; [20] Sabino alerta para uma nova rebelião. Jornal do Brasil. 6 de Abr. 1996. Página 3; [21] Leonardo Pareja é herói ou bandido? Jornal do Brasil. 9 de Abr. 1996.

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