Assassina de Marido: o caso Pamela Smart

Foi numa festa adolescente que os olhares de Pamela e Gregg se cruzaram pela primeira vez. E a atração foi imediata. O jovem casal compartilhava o gosto por bandas...

Foi numa festa adolescente que os olhares de Pamela e Gregg se cruzaram pela primeira vez. E a atração foi imediata.

O jovem casal compartilhava o gosto por bandas de rock. Gregg ostentava uma cabeleira que o fazia lembrar de Bon Jovi, músico super popular na época, e Pamela adorava seu estilo roqueiro. Para celebrar o amor entre os dois, Pamela e Gregg juntaram as escovas em um animado casório em maio de 1989. Aos 21 anos, Pamela se tornou a Sra. Smart. Gregg, que tinha 23, ficou tão animado com a nova vida que cortou o cabelo. O corte não agradou sua esposa, que gostava do estilo despojado, mas Gregg agora era um homem de família e não um garotão.

O conto de fadas, porém, não durou um ano.

A TRAGÉDIA


Gritos ecoaram pela noite quando Pamela chegou em casa em maio de 1990 e encontrou seu marido Gregg estatelado no chão numa poça de sangue. Ele estava morto, vítima de um tiro na cabeça.

Uma histérica Pamela saiu batendo nas portas de vizinhos pedindo por socorro: “Meu marido está ferido! Ele está caído. Não sei o que aconteceu com ele!”, gritava. Mas já era tarde. Por que alguém iria querer matar Gregg? Era a pergunta que todos e, principalmente, Pamela, faziam.

O crime era um enigma e a investigação empacou até as pistas eventualmente surgirem. Foram necessários três meses de uma extensa e minuciosa investigação até o caso ser finalmente esclarecido. Foi o detetive Daniel Pelletier quem foi pessoalmente dar a notícia a Pamela. Ele disse a ela:

“Tenho notícias boas e más. A boa é que resolvemos o caso do assassinato do seu marido. A ruim é que você está presa.”

A FALSA


A polícia descobriu que a bela loira Pamela estava tendo um caso com um menino de apenas 15 anos, Billy Flynn, seduzido por ela na escola onde trabalhava. Flynn, que adorava rock e tinha um corte de cabelo dos roqueiros da época, confessou que a amizade passou para sexo após os dois, na casa de amigos, assistirem ao filme “9 1⁄2 Semanas de Amor”.

Não demorou e ela começou a incutir no garoto a ideia de ficarem juntos, mas para isso acontecer, seu marido Gregg tinha que sair do caminho. Hipnotizado pelas curvas da mulher, Billy pediu perdão a Deus antes de puxar o gatilho.

Enquanto Gregg trabalhava na empresa do pai, Pamela se divertia com adolescentes do ensino médio e acabou iniciando um romance com um deles. De acordo com o promotor, Pamela usou de “poderes sexuais” para influenciar o garoto, que se apaixonou por uma mulher “mais velha e adulta”. Junto com outros três amigos, todos adolescentes, Billy armou uma emboscada para Gregg e o matou com um tiro na cabeça.

O julgamento de Pamela Smart foi um dos maiores eventos midiáticos judiciais da história dos Estados Unidos. Ele foi transmitido ao vivo na televisão, causando um verdadeiro frenesi midiático. O caso virou filme com Nicole Kidman, apareceu em inúmeros episódios de séries sobre crimes, foi transformado em documentários, etc. Em março de 1991, ela foi condenada como cúmplice e recebeu uma pena de prisão perpétua. Atualmente, Smart tem 54 anos, 31 dos quais passou atrás das grades. Ela sempre se declarou inocente e nunca admitiu qualquer envolvimento na morte do marido. Ela poderia receber uma redução da sentença e até sair em liberdade condicional, mas a sua incapacidade em reconhecer a própria culpa, de admitir a sua responsabilidade, é o que pesou até hoje para as autoridades negarem todas as suas petições de revisão da pena. Billy Flynn e os seus amigos também foram condenados. Eles passaram mais de 20 anos presos antes de saírem em liberdade condicional.

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Por:


Daniel Cruz
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