Amigos Virtuais, Assassinos Reais: serial killers que usaram jornais e a internet

Mulheres solitárias e acima do peso vinham sendo assassinadas e as mortes seguiam um padrão bizarro: o tecido adiposo era removido através da boca da vítima após uma substância...

Mulheres solitárias e acima do peso vinham sendo assassinadas e as mortes seguiam um padrão bizarro: o tecido adiposo era removido através da boca da vítima após uma substância corrosiva ser inserida garganta abaixo. Investigando o caso, um agente do FBI listou dezenas de vítimas, ligando-as a um assassino que usava salas de bate-papo na Internet com o apelido “Tímido” para atraí-las.

Este não é um caso real, mas um episódio da série Arquivo-X. Veiculado em 1995 enquanto a WEB ainda engatinhava, o episódio foi uma sacada genial dos roteiristas que pareciam prever o que psicopatas assassinos fariam a partir da popularização daquela tecnologia. E realmente não demorou. Falando em serial killers, um dos primeiros a usar a Internet foi John Robinson, cujo apelido “Mestre dos Escravos” em chats não afugentou mulheres. E 26 anos depois de “Tímido”, o que não faltam são exemplos de criminosos que usaram e-mails, fóruns, chats, redes sociais etc. para se aproximar e atrair potenciais vítimas. O desconhecido serial killer de Long Island e o canibal Armin Meiwes são dois exemplos bem conhecidos — o primeiro usava o site Craiglist, já o segundo o fórum The Cannibal Cafe.

E a Internet não tem culpa no cartório. Ao longo de nossa história, assassinos usaram as mídias que existiam em suas épocas para enganar e matar. Até 1914, o húngaro Béla Kiss assassinou mais de 20 mulheres, atraindo-as com anúncios em jornais à procura de uma esposa. Bem antes de Kiss, Amelia Dyer fez o mesmo, mas com bebês. Nos EUA, houve tantos assassinatos deste tipo durante o século passado que o termo “Lonely Hearts Killer” — Assassino dos Corações Solitários — ficou popular.

E o psicopata se atualiza conforme a tecnologia evolui. A Internet veio, os chats, fóruns, redes sociais e, mais recentemente, os aplicativos. Tinder e vários outros de paquera são usados por pessoas mal intencionadas. O inglês Stephen Port matou pelo menos quatro homens usando o aplicativo Grindr, destinado ao público homossexual. Um app também foi a ferramenta usada por José Soroka, assassino de homossexuais que aterrorizou Curitiba esse ano.

Enquanto isso novas solicitações de amizade continuam chegando.

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Daniel Cruz
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