A descoberta da estranha parafilia conhecida como formicofilia

Em meados da década de 1980, um rapaz budista de 28 anos deu entrada numa clínica psiquiátrica do Sri Lanka. Ele estava terrivelmente angustiado e queria ajuda para se...

Em meados da década de 1980, um rapaz budista de 28 anos deu entrada numa clínica psiquiátrica do Sri Lanka. Ele estava terrivelmente angustiado e queria ajuda para se livrar do seu “hábito repugnante.”

Vindo de uma família abastada, o jovem foi uma criança muito tímida que encontrou num peculiar hobby a companhia que nunca teve. Aos 9 anos, ele começou a coletar formigas, guardando-as no armário do seu quarto. Ele gostava da “sensação de cócegas” quando os animais “rastejavam em minhas pernas e coxas.”

Após a morte da mãe, o menino se desesperou, ficando ainda mais isolado e depressivo. Ele não gostava mais de pessoas e aos 13 anos a única coisa que o animava era o seu hobby. Ele expandiu seu “zoológico” com caramujos e baratas, e se sentia muito bem em alimentar e cuidar dos animais.

Aos 18 anos ele abandonou o colégio e passava as noites caçando lesmas. Ele não tinha amigos, apenas seus pequenos animais. Ele não conseguia se relacionar com pessoas, mas o seu real problema eram as mulheres. “Eu não posso olhar nos olhos delas quando converso com elas. Eu fico nervoso. Eu sinto que elas podem ler a minha mente e descobrirem o quão repugnante eu sou.” Mas que repugnância seria essa?

Tudo começou na puberdade, por volta dos 13, 14 anos, quando seu hábito de deixar as formigas caminhando por suas pernas coincidiu com o despertar sexual. Ele tinha grande prazer em se masturbar enquanto os animais andavam em cima dele. Aos 18 anos ele já era um parafílico. Em seu ritual, ele se trancava no quarto, ficava nu, colocava baratas em suas pernas e as formigas na glande do pênis e mamilos, e se masturbava enquanto os bichos por ele andavam. Ele adorava a sensação das baratas andando pela região do ânus e as formigas picando a cabeça do seu pênis, “como se estivessem comendo uma folha com suas pequenas bocas.”

Na época em que procurou ajuda, três ou quatro vezes por semana, ele era dominado pelo irresistível desejo de se trancar em seu quarto para o seu ritual de masturbação.

Este caso foi descrito pelos psicólogos Ratnin Dewaraja e John Money num artigo de 1986. Para Dewaraja e Money aquilo era um novo tipo de parafilia. Eles a nomearam de Formicofilia.

Referência: Dewaraja, Ratnin & Money, John. (1986). Transcultural sexology: Formicophilia, a newly named paraphilia in a young Buddhist male. Journal of Sex & Marital Therapy. 12. 139-45. 10.1080/00926238608415401.

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Daniel Cruz
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