Sergey Golovkin: 25 anos da execução do assassino em série conhecido como “Pescador”

Em 2 de agosto de 2021 fez 25 anos da última execução realizada na Rússia. E o executado não foi qualquer criminoso. Em fevereiro de 1996, a Rússia passou...

Em 2 de agosto de 2021 fez 25 anos da última execução realizada na Rússia. E o executado não foi qualquer criminoso.

Em fevereiro de 1996, a Rússia passou a integrar o Conselho da Europa com a condição de abolir a pena de morte. Boris Yeltsin, presidente russo na época, declarou uma moratória na aplicação de penas de morte e assumiu o compromisso de abolir completamente a pena capital em três anos. Entretanto, a Rússia continuou executando condenados no primeiro semestre de 1996, o que levou o conselho europeu a ameaçar expulsá-la do seu quadro de membros. Os russos entenderam o recado, mas antes que pudessem acabar de vez com as execuções eles tinham que dar cabo de um dos assassinos mais repugnantes já nascidos em terras moscovitas.

O PESCADOR


Os detalhes dos crimes do assassino em série conhecido como “O Pescador” eram tão gráficos e macabros que, em seu julgamento, todos concordaram que seria melhor acabar logo com aquilo sem que quase nada fosse dito. A decisão se deu por dois motivos: [1] respeito às vítimas e [2] medo de alguém da família escutar e ter um ataque cardíaco ou colapso nervoso.

A monstruosidade que foi colocada numa jaula de ferro para ser julgada atendia pelo nome de Sergey Golovkin. A maldade do homem que todos acreditavam ser uma aberração da raça humana podia ser rastreada desde a juventude. Aos 13 anos, Golovkin pegou um gato no quintal da sua casa, o pendurou pelo pescoço e arrancou seus olhos. Não satisfeito, o garoto decapitou e desmembrou o animal.

Antissocial, cresceu com aversão ao sexo oposto e sua aparência o fazia a vítima perfeita do bullying. Ele foi comumente espancado por outros garotos e não demorou para misturar agressão e sexo, muitas vezes se masturbando após apanhar. Golovkin planejou se vingar e suas vítimas seriam o espelho dos seus agressores: adolescentes entre 12 e 15 anos.

De início ele caçou em florestas, depois construiu um tipo de garagem para suas atrocidades, equipando-a com marretas, facas, pés de cabra, estiletes, machados, cordas, um maçarico e até mesmo um bisturi. Golovkin também tinha binóculos em seu arsenal, com os quais rastreava suas vítimas.

Pobres vítimas.

O HORROR


As atrocidades que Golovkin realizou em sua garagem dos horrores são além da imaginação. Ele tinha um carro e atraía garotos com promessas de dinheiro fácil, então os levava até a sua garagem onde eram torturados sadicamente, estuprados, desmembrados e desossados.

Ele ficou com a cabeça de uma das vítimas, retirou a carne e usou o crânio para assustar as seguintes. Certa vez, ele matou três garotos de uma só vez. Eram amigos e ele os estuprou um por um enquanto os outros, amarrados, assistiam. Ele colocou uma corda em volta do pescoço de um deles e forçou um dos amigos a derrubar o banquinho debaixo dos seus pés. Este teve “sorte”.

Sobraram dois, então, Golovkin matou um após torturá-lo e o desmembrou na frente do amigo; abriu seu tórax e tirou órgão por órgão, mostrando-os ao garoto. Quando terminou a sessão de horror era a hora de “brincar” com o terceiro. Ele queimou o garoto com um maçarico, o pendurou num gancho de açougue e o estuprou. Com um arame em brasa escreveu uma palavra obscena no corpo da vítima e também arrancou os seus olhos antes de finalmente matá-lo, esfolá-lo e desmembrá-lo.

Na época, autoridades chegaram a acreditar que as vítimas, cujos restos mortais eram encontrados semi enterrados em florestas, podiam ser vítimas do desconhecido “Assassino da Lesopolosa”, que atuava principalmente em Rostov.

Sem nenhum remorso, Golovkin confessou seus crimes calmamente ao mesmo tempo em que desafiava os detetives com piadas escabrosas. Ao ser perguntado o que exatamente fazia com suas vítimas, ele respondeu: “Traga o seu filho e eu mostrarei a você”. Em outro momento, disse que nunca formou uma família porque tinha medo de fazer com o filho o que fazia com suas vítimas. Na cadeia, seu comportamento espantou outros prisioneiros. Assustador, nem mesmo outros assassinos psicopatas se aproximavam dele.

Julgado em 1994, Golovkin foi diagnosticado com transtorno de personalidade esquizóide e psicopatia, e sentenciado à morte. Os russos tinham que abolir a pena de morte, mas não poderiam dar esse passo sem antes executar o Pescador. Um dos piores maníacos russos da história não tinha direito à vida.

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Por:


Daniel Cruz
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