Rex Heuermann, o arquiteto da morte — três descobertas sobre o assassino de Long Island

Quando iniciamos nossa cobertura sobre o caso do serial killer de Long Island, não imaginávamos que, treze anos depois, ainda estaríamos escrevendo sobre esta infame história. Este incidente macabro...

Quando iniciamos nossa cobertura sobre o caso do serial killer de Long Island, não imaginávamos que, treze anos depois, ainda estaríamos escrevendo sobre esta infame história. Este incidente macabro veio à tona no final de 2010, quando restos mortais humanos começaram a ser encontrados em praias de Long Island. A ação de um assassino em série ficou evidente dado o perfil das vítimas identificadas: mulheres jovens, brancas, bonitas, que usavam o Craiglist para anunciar serviços de acompanhante.

Encontrar o assassino era uma tarefa quase impossível e anos se passaram, tempo que documentários e livros foram lançados, e promotores e chefes de polícia trocados. De maneira impressionante, porém, as autoridades encontraram a agulha no palheiro: Rex Heuermann.

Quase um ano após sua prisão, a investigação contra Heuermann avançou e destacamos aqui três pontos sobre o “arquiteto da morte”.

O primeiro é que Rex vivia uma vida dupla. Em uma delas, era um arquiteto de profissão que morava com a esposa e filhos na bela região de Massapequa Park, dirigindo todos os dias até o seu escritório em Manhattan, um dos metros quadrados mais caros do mundo. Na outra, era um assassino em série metódico cujo livro de cabeceira, Mindhunter, ele usava para refinar seu modus operandi. Um documento Word encontrado em um HD continha uma lista assustadoramente detalhada, um verdadeiro checklist da morte, sobre o que fazer e o que não fazer quando saía à caça de mulheres. Rex era um arquiteto do mal cuja natureza homicida se resumia a localizar uma vítima, enganá-la, colocá-la sob seu controle e matá-la.

O segundo ponto diz respeito ao necrosadismo. Em seus dispositivos eletrônicos, foram encontradas imagens de mutilação genital, tortura vaginal, sexualização de mulheres decapitadas e bondage. Segundo as autoridades, tais imagens coincidem com os ferimentos infligidos em duas vítimas.

Por fim, das vítimas inicialmente descobertas, a primeira a sumir foi Maureen Barnes, em 2007. Semana passada, porém, Rex foi acusado de um homicídio cometido em 1993, e isso evidencia algo importante: ele é um assassino em série antigo que pode ter vitimado muito mais do que a contagem atual.

Nosso primeiro texto sobre este caso é de abril de 2011 e algumas previsões que fizemos se mostraram acertadas, como o fato do assassino ser organizado e muito metódico, um homem de meia-idade que possuía família e boa posição laboral, saindo para matar quando esposa e filhos viajavam. Entretanto, nos surpreendeu o quão rigoroso/metódico Heuermann era, não à toa demorou tanto sua identificação — um psicopata obcecado por detalhes e planejamento.

Outro ponto é que não tínhamos muitas informações sobre os homicídios e agora há indícios de que eles foram praticados com um nível de sadismo assustador, incluindo tortura e mutilação. Semana passada, Rex foi indiciado em mais dois homicídios (ocorridos em 1993 e 2003), e isso o confirmou dentro do “padrão” dos serial killers americanos, cuja maioria inicia suas matanças na casa dos 20, 30 anos. Isso também aponta para mais vítimas. A próxima aposta é uma mulher chamada Valerie Mack, desaparecida em 2000 e cujos restos esqueléticos foram encontrados em dois momentos distintos: 2000 e 2011. Em seu documento do Word, seção “Locais de Desova”, Heuermann cita um dos locais onde partes do corpo de Mack foram descobertos. Um ano após sua prisão, a investigação contra ele continua sem data para terminar.

Referências: [1] Accused serial killer Rex Heuermann charged two new murders. NBC News. 6 jun. 2024; [2] How Valerie Mack and Shannan Gilbert are connected to Gilgo Beach killings. Newsweek. 6 jun. 2024; [3] A ‘blueprint’ for murder: Inside the document prosecutors say Rex Heuermann used to ‘plan out his kills’. CNN. 9 jun. 2024.

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Por:


Daniel Cruz
Texto

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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