Garry Artman: serial killer caminhoneiro é identificado através da genealogia genética

Em 4 de maio de 2006, o corpo de Dusty Shuck, de 24 anos, foi encontrado perto de uma parada de caminhão nos arredores de Mount Airy, Maryland. Dias...

Garry Artman

Em 4 de maio de 2006, o corpo de Dusty Shuck, de 24 anos, foi encontrado perto de uma parada de caminhão nos arredores de Mount Airy, Maryland. Dias antes, sua mãe a havia deixado na porta de uma clínica odontológica na cidade onde moravam, Silver City, no Novo México. O homicídio desafiou as autoridades e duas perguntas ficaram sem respostas: quem matou Shuck e como seu corpo foi parar do outro lado do país?

Dez anos antes, a Associated Press publicou uma reportagem sobre uma série de mortes de mulheres em outro estado, o Michigan. “Um a um, seus corpos apareceram em áreas remotas do oeste de Michigan. Todas as nove mulheres [mortas] eram brancas, a maioria com cabelos negros e muitas foram estranguladas”, dizia a reportagem. Na época, uma força-tarefa foi montada para investigar o que a polícia acreditava ser o trabalho de um serial killer. Uma das vítimas, Sharon Kay, estava grávida. Seu corpo foi descoberto em 3 de outubro de 1996.

Nos casos de Shuck e Kay, o assassino deixou para trás o seu DNA, submetido posteriormente a um banco de dados do FBI. O resultado? Pertencia ao mesmo homem. Isso permitiu construir uma linha do tempo nos dois casos. Este matador pegou Kay em um condado do Michigan, a matou, e descartou seu corpo em outro condado. Dez anos depois, pegou Shuck no Novo México, a matou e cruzou o país para descartar o corpo em Maryland. Três estados diferentes e longas distâncias: Seria este homicida um caminhoneiro?

PEGANDO O MONSTRO


Com o uso da Genealogia Genética, levou-se menos de um ano para pegar o assassino.

Em setembro de 2021, o DNA do assassino foi enviado para a Identifinders. A empresa criou um arquivo digital da amostra e fez o upload no GEDMatch e FamilyTreeDna. Foram mais de três milhões de comparações até parentes muito distantes do assassino serem encontrados. Genealogistas criaram árvores genealógicas que afunilaram até um casal, os Artman. Eles estavam mortos, mas os genealogistas estavam mais interessados nos filhos deles, um deles, Garry Dean Artman, tinha 64 anos, morava na Flórida e ainda não estava aposentado. Sua profissão? Caminhoneiro.

Os dias de impunidade de Garry Dean Artman estavam, enfim, contados.

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

Garry Artman - Genealogia Genética

A identificação de Artman foi feita através dos esforços do departamento de crimes não solucionados do Michigan, que ainda investiga os assassinatos em série de mulheres no oeste do estado datados da década de 1990. Como eles tinham o DNA do assassino, retirado do cadáver de Sharon Kay, eles o enviaram até a Identifinders, empresa com base na Califórnia e que vem trabalhando pesadamente na resolução de casos criminais utilizando a genealogia genética.

Na entrevista coletiva que anunciou a prisão de Garry Artman, as autoridades informaram que o assassino ficou 11 anos preso nos anos 1980 por estupro. Ao sair, mais experiente e cabreiro, “refinou sua técnica”, se tornou caminhoneiro e se especializou em pegar mulheres, estuprando-as e matando-as de forma violenta — espancamento, esfaqueamento e estrangulamento.

É bastante evidente que Artman passou uma vida matando mulheres pelos Estados Unidos. Mas até o momento, apenas os homicídios de Sharon Kay (1996) e Dusty Shuck (2006) foram ligados a ele através do DNA. Obviamente, ele se torna o principal suspeito de matar pelo menos oito outras mulheres no Michigan na década de 1990. O número real de vítimas desse monstro assassino, entretanto, provavelmente nunca será conhecido.

No momento, ele aguarda extradição para o Michigan, onde deverá enfrentar julgamento pelo assassinato de Sharon Kay.

Fontes consultadas: [1] Body ID’d as N.M. Woman. Albuquerque Journal. 6 mai. 2006. Pág. E3; [2] Roadside sign may direct police to homicide clues. The Star-Democrat. 9 mai. 2006. Pág. A6; [3] Photos of victim’s tattoos distributed. The Baltimore Sun. 18 mai. 2006. Pág. B4; [4] Woman seen day before body found. Albuquerque Journal. 7 jun. 2006. Pág. B4; [5] Man accused of killing two women booked in Kent Co. jail. Wood TV; [6] ‘He’s a monster’: Victim’s family on long-haul trucker, suspected killer. Wood TV; [7] ‘It’s a miracle’: 2nd victim’s mom on long-haul trucker’s murder arrest. Wood TV; [8] 64-year-old officially charged in 1996 cold case murder of Grand Rapids woman. Fox 17 West Michigan.

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Daniel Cruz
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