Genealogia genética na cola do assassino da Colonial Parkway?

Ao pesquisar sobre o caso da garotinha Anne Pham, cujo assassino foi identificado na última semana através dos avanços do DNA e da genealogia genética, me deparei com uma...

Ao pesquisar sobre o caso da garotinha Anne Pham, cujo assassino foi identificado na última semana através dos avanços do DNA e da genealogia genética, me deparei com uma interessante troca de mensagens na página do LinkedIn da Astrea Forensics. Relembrando, a Astrea é uma empresa de biotecnologia que aplica uma inovadora técnica de extração de DNA a partir de fios de cabelo sem raízes. Tal técnica foi de fundamental importância na captura do assassino de Pham, cuja morte era um mistério há 40 anos.

Em uma postagem da Astrea no LinkedIn, me chamou a atenção o comentário do usuário William F. Thomas, que fez um pedido à empresa: que se usasse a técnica em um caso criminal antigo e não resolvido.

O ASSASSINO DA COLONIAL PARKWAY


A vida para Thomas tomou um rumo trágico em outubro de 1986, quando sua mãe lhe telefonou para dar a pior notícia de sua vida: sua irmã, Cathy, de 27 anos, havia sido assassinada juntamente com a namorada Rebecca, de 21. O caso jamais foi solucionado e há 36 anos Thomas busca incansavelmente por justiça. Ele gerencia uma página no Facebook chamada “Colonial Parkway Murders” e recentemente lançou um podcast que detalha o caso.

A irmã de Thomas e a namorada dela não foram as únicas vítimas do homicida que as autoridades acreditam ser um serial killer. Entre 1986 e 1989, três casais foram assassinados em locais distintos da Colonial Parkway, na Virgínia, enquanto namoravam dentro de carros. Um quarto casal desapareceu em abril de 1988 e presume-se que o garoto, Richard, e sua namorada, Cassandra, estejam mortos. O carro em que estavam foi encontrado na Colonial Parkway. Sob jurisdição do FBI, o caso nunca foi arquivado e continua sob investigação.

A troca de mensagens entre Thomas e a Astrea pode ser vista nas imagens deste post e sugere que existem fios de cabelo, ou seja, DNA, provavelmente do assassino. Se sim, com o perfil genético, é possível realizar a engenharia reversa da árvore genealógica do suspeito desconhecido.

Ao lado do Zodíaco e do Assassino Fantasma, este é um dos grandes mistérios criminais a se resolver na América. O mais tocante para mim, entretanto, foi ver o incansável irmão em busca de justiça.

Com os avanços cada vez mais rápidos na tecnologia de DNA e genealogia genética, é possível que a identidade do famigerado Assassino da Colonial Parkway seja descoberta a qualquer momento. Pela resposta da Astrea Forensics a Thomas no LinkedIn, a empresa está aberta a trabalhar no caso.

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Por:


Daniel Cruz
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